[o que é] cloud – ou nuvem?

Eu gosto de nomear as coisas pelo que são – direto e reto. Talvez por isso tenha demorado tantos anos até curtir poesia. E devo dizer que chamar centros de servidores de “nuvem” tem um quê de poético – e de enganador também. 

Então vamos lá, o que concretamente é a Nuvem (ou cloud) de que tantos falamos? Vamos começar com um pouquinho de história.

Você lembra da internet antes de falarmos em nuvem? Lembra da baleia do twitter? Ou de como os sites seeempre saiam do ar quando rolava um grande lançamento, venda de ingressos ou até uma notícia muito bombástica? O fato disso não ser mais tão comum tem a ver com a nuvem. 

Todos os sites, serviços de streaming, email, redes sociais e por aí vai estão em algum servidor. Esse servidor é o local de armazenamento das informações do serviço (o gmail, por exemplo) e dos dados dos usuários (seus emails, por ex). 

    Você pode imaginar um servidor como um computador sem tela. Ele está conectado à internet e assim recebe dados de outros dispositivos. Ele armazena essas informações e, quando solicitado, as disponibiliza. Vamos dar dois exemplos aqui:

  1. Quando digito a url (o endereço) de um site e dou enter, eu estou me conectando a um servidor. Com essa minha ação eu mandei um pedido para um servidor: me mostre o site que estou pedindo. O servidor responde a esse comando te mostrando o site desejado, e a comunicação segue: você clica em um botão – o servidor te mostra o conteúdo do botão, etc. 
  2. Outra situação poderia ser quando você salva suas informações em um servidor. Digamos que você use um iPhone e configure o celular para salvar suas fotos no iCloud (servidor da Apple). Você tira uma foto, ela é salva no seu celular mas também salva no servidor. Se você decide trocar de aparelho celular, por exemplo, você facilmente consegue solicitar para o servidor as suas fotos e tê-las novamente em seu aparelho. 

    A nuvem modificou – e facilitou –  bastante o uso de  servidores. Embora pareça algo muito atual, o conceito de cloud computing (computação na nuvem) surgiu por volta de 1960, com John McCarthy, um cientista norte americano. Ele defendeu a proposta de uma computação por tempo compartilhado. 

    Atualmente, é bem mais raro ver uma empresa ter seus próprios servidores. Eles têm um alto custo de aquisição e manutenção. E por isso costuma-se usar centros de servidores conectados pela internet – também conhecidos como nuvem. Os serviços de cloud mais usados são: Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure, Google Cloud, IBM Cloud e Alibaba.

O uso desses serviços de servidores compartilhados facilitou a nossa vida de inúmeras formas. Ficou mais fácil aumentar a capacidade de servidor necessária caso seu site tenha um pico de acessos, por exemplo. Isso também ficou mais barato. Você paga somente pelo que usa da capacidade dos servidores. Essa facilidade em conseguir recursos (processamento, memória) fez com que, por exemplo, sites dificilmente saiam do ar por sobrecarga de acessos – e a baleia do Twitter raramente precisa aparecer atualmente.

Outra coisa que também acontecia antes da nuvem, era que, se você estivesse viajando e precisasse acessar um arquivo, você tinha que ou levar seu computador, disquetes ou um pendrive com você – ou voltar pra casa mesmo, pra acessar seu PC e acessar seus arquivos. Nossos arquivos não estavam a um clique de distância como hoje, que acessamos praticamente todos nossos arquivos em qualquer um dos nossos dispositivos (computador, laptop, celular e por aí vai). 

    A grande maioria dos serviços de cloud é bastante segura – dificilmente suas informações serão vazadas para o grande público. MAAAAS (sempre tem um mas, né?) suas informações são armazenadas e gerenciadas pela empresa dona da nuvem que você utiliza (Google, Amazon ou Apple, por exemplo). 

Apesar do risco de vazamento das tuas informações para o público ser baixo, as revelações do Snowden mostraram que a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) teve acesso aos dados da nuvem do Yahoo! e do Google. É importante lembrar que quando você coloca seus dados na nuvem, você na verdade está entregando seus dados em uma empresa, que irá administrá-los. Em especial depois das revelações do Wikileaks e do Snowden, sabemos que as grandes empresas de tecnologia têm forte cooperação com o governo norte-americano, repassando dados privados que dão aos EUA uma vantagem desproporcional com relação aos outros países, tendo acesso a informações privilegiadas de pessoas ao redor do mundo todo. Além de, obviamente, essa ser uma prática ilegal.

Em resumo, a nuvem digital não é formada por partículas de água visíveis no céu, e sim super computadores que reúnem e manipulam informações do mundo todo. E, para falar a verdade, ninguém sabe direito o quanto de informação esses super computadores armazenam, mas isso é conversa para os próximos capítulos.

Outro ponto que também esperamos abordar no futuro é o impacto ambiental desses grandes centros de servidores. Esses textos virão. Por enquanto, esperamos ter conseguido explicar e desmistificar o que é essa nuvem, aparentemente invisível mas tão presente em nossas vidas.

Nota: esse é um texto básico e resumido. Por questões didáticas decidimos fazer uma explicação geral e não entrar nas particularidades de IaaS, PaaS ou SaaS. Também deixamos fora do texto a explicação sobre Cloud pública, privada ou híbrida. Caso tenhas interesse em se aprofundar no assunto, deixamos linkados aqui sugestões de textos.

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